quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Odiada? Só um pouquinho...

 Posso dizer que sou uma pessoa mediana. Não passo batido, mas também não sou aquele Oh! Fulana is in the house! Mas, às vezes, me coloco ou me vejo em situações... Desnecessauras, como diz meu filho. 

Trabalho numa escola pública, sou concursada fa 17 anos como professora. Atuo a 13 na coordenação pedagógica(3 em desvio de função - tipo: Caraca! Fulana meteu o pé, arruma outra bucha pra por no lugar!, ou outros 10 é porque assinei atestado de trouxa mesmo, passei no concurso em 17º lugar num concurso com 22 vagas, vai vendo..). Nessas idas e vindas, um ponto sempre converge: uma hora ou outra deixo de ser a fofinha pra me tornar a Bruxa Meméia -entendedores, entenderão! - geralmente pelos motivos que pra mim são os mais bestas do planeta. 

Nesse retorno às aulas, período de arrefecimento da Pandemia(vacinados, Graças a Deus!), voltamos esperando encontrar o povo ou sequelado ou surtado. Um semestre aos trancos e barrancos. Como é em escola pública  e a escolha para gestão é sempre, digamos, adotada por critérios para além dos técnicos, desde 2019, segunda gestão, que adotou a política de boa vizinhança para a cooptação dos professores. Como sou efetiva, não estou nessa vibe. Minha praia e mão na massa e tentar recuperar o que se perdeu no período de distanciamento social e exclusão digital. Tinha colegas professoras que eu até seguia nas redes sociais, tudo caminhava dentro de um certo conforme, as panelinhas lá, firmes, nada de diferente da realidade de muitas escolas. Mas, como disse, gestão nova, política de cooptação. Gestão nova, política de uma mão lava a outra e as duas lavam a cara. Pois bem, chegou a temida festa julina. Temos professoras novas, que se esforçam bravamente para serem aceitas nas panelinhas. Mas eu não sabia que a Prova de Inclusão era tretar comigo!!!

Fizemos a festa, a trouxa aqui pagou do próprio bolso a carrocinha de algodão doce(quem trabalha em escola pública sabe que um terço do nosso salário é para financiar que as coisas aconteçam e funcionem na escola), um corre, corre infinito. A festa aconteceu. Da direção, nem um: obrigada, cachorra! Mas quem vive de biscoito é papagaio e tictocker. Sábado letivo seria a avaliação do semestre. Uma bala Juquinha se adivinhar que era o Cristo recebendo chiclete Ploc mascado na cruz? Pois bem, era a tal prova para as coleguinhas fazerem parte da panelinha. Pior, gente de quem eu gostava e até elogiava. Mas nunca brinque com um Peixes de Ascendente Escorpião, já dizia o Renato Russo! Vai ter volta, ah! se vai!!!!


Me justificando...

Odiada? Só um pouquinho...

 Posso dizer que sou uma pessoa mediana. Não passo batido, mas também não sou aquele Oh! Fulana is in the house! Mas, às vezes, me coloco ou...